23 de fevereiro de 2010
9 de fevereiro de 2010
3 de fevereiro de 2010
Por que São Paulo alaga
"Está havendo uma ocultação criminosa de um fato inquestionável: a grande São Paulo (região que inclui a capital paulista e várias cidades limítrofes) está se afogando em água e excrementos, dezenas de pessoas estão morrendo, prejuízos econômicos incalculáveis estão ocorrendo a cada dia em razão de medidas – ou de falta de medidas – do governador do Estado e do prefeito da capital.
As informações que corroboram a assertiva acima foram divulgadas publicamente pelo site do jornalista Luiz Carlos Azenha através de trabalho memorável da também jornalista Conceição Lemes, que se dispôs a navegar de barquinho pelo infecto rio Tietê para saber o que de fato está acontecendo com uma obra de mais de um bilhão de reais, financiada com os impostos daqueles que estão vendo suas casas submergirem em incontáveis partes da região metropolitana de São Paulo.
Apesar disso, há um outro processo igualmente criminoso sendo empreendido pelas tevês abertas e pelas rádios e jornais paulistanos. Globo, Bandeirantes, SBT, Rede TV, Gazeta, Folha de São Paulo, Estadão, revista Veja, rádio CBN, rádio Eldorado, os portais de internet UOL, IG e G1, bem como muitos outros veículos, tentam, desesperadamente, vender a idéia de que essa catástrofe está acontecendo em São Paulo por culpa de São Pedro.
É mentira. Não existe nenhuma catástrofe natural em andamento. Com as medidas corretas, seria perfeitamente viável São Paulo não se afogar em água cheia de merda até nos bairros chiques de madames que, com imprensa amiga dos autores da proeza e tudo, já dizem que não votarão mais em Serra ou em Kassab “nem mortas”.
As razões pelas quais está acontecendo esta calamidade que milhões – eu disse MILHÕES – de paulistas estão vivendo está bem explicada na representação que o Partido dos Trabalhadores apresentou ao Ministério Público de São Paulo. Simplesmente as autoridades paulista e paulistana reduziram irresponsavelmente as verbas para ações do poder público que poderiam ter evitado o que está acontecendo.
Essa história de que supostamente está caindo do céu, exclusivamente em São Paulo, a maior quantidade de água desde o Dilúvio bíblico, e de que não haveria ações do poder público que evitariam o desastre, é mentirosa. E nenhum técnico respeitável dirá o contrário.
Haveria o que ter sido feito nos últimos cinco anos, sim. Não foi feito por redução de investimentos nas obras necessárias com concomitante aumento das verbas de publicidade oficial dos governos da capital e do Estado de São Paulo.
Essa é a verdade. Há pareceres técnicos de renomados especialistas que explicam didaticamente por que está acontecendo esta tragédia em São Paulo. Enquanto isso, a imprensa, que deveria estar ao lado da população, trata de acobertar os autores dessa tragédia.
Confio na verdade e na justiça. Senão nas dos homens, nas de Deus. Esses irresponsáveis que causaram todo esse sofrimento pagarão por seus crimes. Acredito que uma luz se fará sobre as mentes obscurecidas e dopadas dos paulistas e estes enxergarão como têm sido manipulados por meia dúzia de meios de comunicação tão culpados quanto os políticos que protegem."
Leia também http://www.viomundo.com.br/denuncias/conceicao-lemes-sao-paulo-privatizou-controle-das-aguas/ http://www.viomundo.com.br/denuncias/conceicao-lemes-tiete-transborda-por-falta-de-limpeza-da-calha/ http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/descobertas-tardias/ http://www.rubro.paginaoficial.ws/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=121643
Lula e a internet
De qualquer forma, é louvável a atitude do professor de chamar a atenção para um trabalho disponível apenas na Internet. A rede tem se tornado a melhor opção para jornalistas que não encontram espaço para divulgarem seus trabalhos, entre muitos exemplos, Luis Nassif luis.nassif.googlepages.com, Paulo Henrique Amorim www.paulohenriqueamorim.com.br e Luiz Carlos Azenha www.viomundo.com.br merecem nossa atenção."
Comentário:
Só uma oportunidade para divulgar a blogosfera.
detalhe, ao divulgar o site do Luis Nassif, acabei colocando o endereço de "o caso Veja" e não do seu portal. Freud explica...
1 de fevereiro de 2010
Pesquisa
AVALIAÇÃO DO GOVERNO
A avaliação positiva do Governo Luiz Inácio Lula da Silva situa-se em 71,4% e a negativa, em 5,8%. Em novembro de 2009, a positiva situava-se em 70,0% e a negativa, em 6,2%.
A aprovação do desempenho pessoal de Lula situa-se em 81,7% e a desaprovação em 13,9%. Em novembro de 2009, a aprovação do desempenho pessoal de Lula situava-se em 78,9% e a desaprovação, em 14,6%.
ELEIÇÕES 2010 – 1º TURNO
A Pesquisa CNT Sensus quis saber em quem o eleitor brasileiro votaria (em votação espontânea) para Presidente da República em 2010: Lula, 18,7%; Dilma Rousseff, 9,5%; José Serra, 9,3%; Aécio Neves, 2,1%; Marina Silva, 1,6%; Ciro Gomes, 1,2%; outros, 1,9%; branco e nulo, 2,6%.
Propusemos, também, duas listas (pesquisa estimulada), cujos resultados foram os seguintes:
Primeira lista: José Serra, 33,2%; Dilma Rousseff, 27,8%; Ciro Gomes, 11,9%; Marina Silva, 6,8%; sem candidato, 20,4%. Em novembro de 2009, os índices eram, respectivamente, 31,8%, 21,7%, 17,5%, 5,9% e 23,2%
Segunda lista: José Serra, 40,7%; Dilma Rousseff, 28,5%; Marina Silva, 9,5%; sem candidato, 21,4%. Os números em novembro de 2009 eram, respectivamente, 40,5%, 23,5%, 8,1% e 28,0%.
ELEIÇÕES 2010 – 2º TURNO
A Pesquisa CNT Sensus fez simulação, também, para um eventual segundo turno para a Presidência da República:
Primeira opção: José Serra, 44,0%; Dilma Rousseff; 37,1%; sem candidato, 19,0%. Em novembro de 2009 os números eram: 46,8%, 28,2% e 25,1%, respectivamente.
Segunda opção: José Serra, 47,6%; Ciro Gomes, 26,7%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 44,1%, 27,2% e 28,7%, respectivamente.
Terceira opção: Dilma Rousseff, 43,3%; Ciro Gomes, 31,0%; sem candidato, 25,8%. Os números em novembro de 2009 eram: 31,5%, 35,1% e 33,5%, respectivamente
LIMITE DE VOTO
A Pesquisa CNT Sensus mediu, ainda, o limite de voto dos potenciais candidatos à Presidência da República:
Para 17,9%, Dilma Rousseff é a única candidata em quem votariam; já para 38,5%, Dilma é uma candidata em quem poderiam votar; 28,4% disseram que não votariam de jeito nenhum e 9,4% não conhecem/não sabem quem é.
Para 15,4% dos entrevistados, José Serra é o único candidato em quem votariam; para 45,4%, um candidato em quem poderiam votar; 29,7% não votariam de jeito nenhum e 4,1% não conhecem/não sabem quem é.
Para 8,2%, Ciro Gomes é o único candidato em quem votariam; para 47,3%, um candidato em quem poderiam votar; 30,3% disseram que não votariam de jeito nenhum e 7,8% não conhecem/não sabem quem é.
Para 6,9%, Marina Silva é a única candidata em quem votariam; para 23,4%, uma candidata em quem poderiam votar; 36,6% não votariam de jeito nenhum e 27,2% não conhecem/não sabem quem é.
NÍVEL DE INFORMAÇÃO
A Pesquisa CNT/Sensus quis saber como o brasileiro vê o seu próprio nível de informação: 55,6% se consideram mais ou menos informados; 24,7% pouco informado e 19,2% muito informado. Em março de 1998, os índices eram, respectivamente, 56,0%, 30,0% e 13,0%.
SATISFAÇÃO COM O PAÍS
48,0% dos entrevistados disseram que o seu nível de satisfação com o país, nos últimos seis meses, está aumentando; para 37,4%, continua igual e para 13,9%, está diminuindo. Em março de 1998, esses índices eram, respectivamente, 15,0%, 47,0% e 36,0%.
ORGULHO DE SER BRASILEIRO
O orgulho por ser brasileiro tem aumentado, nos último seis meses, para 52,8% dos entrevistados; para 38,5%, continua igual e para 7,8%, tem diminuído. Em setembro de 1998, os índices eram 26,0%, 59,0% e 12,0%, respectivamente.
ANO ELEITORAL
42,1% dos entrevistados pela Pesquisa CNT/Sensus disseram ter um interesse médio pelas eleições presidenciais deste ano; 31,3% disseram não ter interesse algum e 25,5%, que têm muito interesse. Em março de 2002, esses índices eram, respectivamente, 35,9%, 45,5% e 17,9%.
ESCOLHA DO PRESIDENTE
A Pesquisa CNT Sensus quis saber o que o eleitor leva mais em conta na hora de votar para presidente da República: 55,5% disseram que a própria opinião; 14,2%, a opinião de amigos e parentes; 13,8%, o que veem na televisão; 6,3%, a propaganda eleitoral gratuita; 3,9%, o que sai nos jornais; 2,5%, o que ouvem no rádio e 2,2%, a opinião do seu líder religioso.
AVALIAÇÕES SETORIAIS
Foi pedido ao entrevistado que avaliasse, por meio de notas (de zero a dez), cinco setores de atuação do governo federal, com o seguinte resultado (média): escola pública, 6,5; transporte, 5,8; rede pública de saúde, 5,1; estradas, 5,1 e segurança pública, 4,9.
CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES
Quisemos saber ainda qual é o grau de confiança do brasileiro nas instituições: 69,8% disserem confiar sempre ou na maior parte das vezes nas Forças Armadas; 49,8%, na imprensa; 40,1%, no governo; 37,8%, na Justiça; 37,5, na Polícia; 36,0%, no Serviço Público; e no Congresso Nacional, 9,3%.
PENA DE MORTE
55,2% dos entrevistados disseram se contra a pena de morte e 41,2%, a favor.
LEGALIZAÇÃO DO ABORTO
73,5% são contra a legalização do aborto e 22,7%, a favor.
CIGARRO E BEBIDA ALCOOLICA
74,1% são contrários ao uso do cigarro ou de qualquer outro tipo de fumo e 67,4%, ao uso de bebidas alcoólicas.
PROBLEMAS DO PAÍS
A violência e a criminalidade são o que mais incomodam 22,9% dos brasileiros, seguidos das drogas (21,2%), do desemprego (19,0%), da falta de oportunidades de trabalho (8,0%) e do sistema de saúde (6,7%).
ECONOMIA/TRABALHO
48,9% dos entrevistados pela Pesquisa CNT Sensus já pensaram em trabalhar por conta própria e 27,9% já trabalham dessa maneira.
Dos que trabalham, 52,2% estão satisfeitos.
Uma boa formação profissional é, para 50,0%, o mais importante para se conseguir um emprego; para 26,9%, o mais importante é ter estudo.
IMPOSTOS E SERVIÇOS
Os impostos, no Brasil são altos, para 86,8% e os serviços públicos prestados, se comparados com a carga tributária brasileira, para 81,3%, são ruins/regulares.
VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE
Para 40,6% dos entrevistados, a cidade onde moram é pouco ou nada violenta; enquanto 33,0% a consideram violenta.
CORRUPÇÃO
69,4% entendem que a corrupção está aumentando no Brasil; para 21,8%, a corrupção continua como sempre esteve. Em setembro de 1998, esses índices eram, respectivamente, 56,0% e 32,0%.
UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS
68,5% dos entrevistados são favoráveis à unificação das polícias militar e civil.
LAZER
Assistir TV é para 27,5% a principal fonte de lazer; para 12,2%, é viajar; para 7,9%, jogar futebol; para 7,1%, ouvir música; para 6,9%, ir à praia, e para 6,4%, dançar.
ASSOCIATIVISMO
A Pesquisa CNT Sensus quis saber se o brasileiro é ligado a algum tipo de associação (sindicato, partido político, ONG etc.): 82,5% responderam que não.
INTERNET
24,2% dos entrevistados têm computador e fazem uso da internet em casa e 14,3% em casa e no trabalho.
28,6% responderam, também, que pretendem adquirir um computador nos próximos 12 meses.
28 de janeiro de 2010
27 de janeiro de 2010
22 de janeiro de 2010
O Estado de São Paulo é o que pior paga pesquisadores no país
Da Agência Cosmos:
“Apagão científico” ameaça pesquisas em institutos de SP
Êxodo em institutos traz risco de ‘apagão científico’
Responsáveis por gerar e transferir conhecimentos científicos e tecnológicos para os agronegócios, os institutos de pesquisas agrícolas do Estado estão sob o risco de um “apagão científico” por causa dos altos índices de exoneração de servidores – pesquisadores, técnicos, oficiais e agentes de pesquisa – que buscam institutos federais ou até mesmo o setor privado por melhores salários. Segundo a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APQC), Campinas – sede de quatro dos oito institutos estaduais – tem hoje cerca da metade dos profissionais que o setor registrava há dez anos.
Coordenados pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, os institutos – Agronômico de Campinas (IAC), Biológico (IB), Economia Agrícola (IEA), Pesca (IP), Tecnologia de Alimentos (Ital) e Zootecnia (IZ), e 15 Pólos Regionais distribuídos estrategicamente no estado, bem como o Departamento de Gestão Estratégica (DGE) – contribuem para o desenvolvimento regional, a inovação científica e tecnológica, e para o fortalecimento da economia baseada no agronegócio. Porém, por causa do “exôdo profissional”, muitos projetos correm o risco de não seguir adiante por falta de pessoal.
No IAC, por exemplo, atualmente são 187 pesquisadores e 542 técnicos, oficiais e agentes de pesquisa. No passado, segundo o presidente da associação, Laerte Machado, esse número era quase o dobro. “Tomando em consideração que Campinas ainda abriga o Ital e uma parte do Instituto Biológico, não somamos na cidade 300 pesquisadores”, disse. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), também está localizado o Instituto de Zootecnia (IZ) de Nova Odessa, atualmente com a maioria dos 46 pesquisadores e 214 profissionais da pesquisa. A explicação para Machado são os baixos salários. “O Estado de São Paulo é o que pior paga no país”, disse.
Exôdo
Os profissionais dos institutos têm preferido optar pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde o salário inicial é de R$ 7 mil e pode chegar a R$ 11 mil em um curto período de tempo. No estado, o salário inicial de um pesquisador com doutorado é de R$ 2,7 mil. No auge da carreira, o salário atinge R$ 6,4 mil. “Em alguns órgãos, o salário chega a ser o dobro do nosso”, disse o pesquisador do IAC, Maurílio Terra, durante uma debate ocorrido no final do ano passado na Câmara de Vereadores de Campinas. Segundo ele, no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), o salário varia entre R$ 5 mil e R$ 10,5 mil. Nas universidades estaduais, o salário varia de R$ 3,5 mil a R$ 9,5 mil.
“Além de estarmos perdendo profissionais para órgãos federais ou empresas privadas que pegam mais, não conseguimos repor as vagas deixadas por quem se aposenta. Os jovens que estão preferindo prestar concurso em órgãos como a Embrapa e outros federais do que nos institutos”, disse Machado. “Há vários anos foi prometida a equiparação salarial entre pesquisadores e professores universitários de São Paulo. Mas, com os anos, essa promessa foi deixada de lado e hoje a diferença é grande. Todos os nossos pesquisadores tem no mínimo o mestrado, mas ganha menos”, completou.
Em todos os institutos há notícias de pesquisas paralisadas por falta de pessoal. No IZ, por exemplo, um projeto de suinocultura foi abandonado por um pesquisador que preferiu atuar em outras instituições. “Os institutos estão bem equipados, mas a falta de pesquisadores faz com que eles não sejam usados. Há casos como o de um microscópio de última geração que ficou quase dois anos sem uso por falta de um profissional adequado”, contou o presidente da associação. “Em outros casos, por não suportar os baixos salários, os pesquisadores têm partido para a iniciativa privada. Hoje, o setor do agronegócio cresce e demanda profissionais, e é onde eles encontram bons salários”, completou.
APQC cobra equiparação salarial com professores universitários
Há pelo menos um ano a direção da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo cobra do governo do Estado a equiparação salarial com professores de universidades estaduais. Embasados em decisões da Justiça que lhes garante a equiparação, eles cobram o governador José Serra (PSDB) e o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, João de Almeida Sampaio Filho, o aumento do salário. Segundo dados da associação, a correção resultaria em mais R$ 87,8 milhões ao ano ou R$ 7,3 milhões por mês ao Estado.
“Estamos cientes das dificuldades que iremos encontrar nas negociações com o atual governo. Fato já demonstrado nas respostas que nos tem sido dado à ementa que encaminhamos a diversos elementos do governo, pleiteando o ato normativo, junto ao governo paulista, para corrigir a diferença salarial provocada por efeito de medidas judiciais”, disse o presidente da associação, Laerte Machado. “Esperamos solucionar os problemas pertinentes a nossa carreira, principalmente o relacionado à questão salarial. Algo que tem sido desestimulador e nos deixado muito a quem de outros órgãos de pesquisa, a exemplos, citamos aqueles mantidos pelo governo federal”, completou.
No ano passado, em debate na Câmara de Vereadores de Campinas, os pesquisadores acusaram o governador de sucatear a categoria. Machado disse que o recurso enviado aos institutos pelo governo não é suficiente. “Precisamos nos mobilizar para conquistar melhorias”, defendeu, à época. Ele contou ainda que o governo estudava a possibilidade de transformar os institutos de pesquisa em autarquias. “Nós não temos medo de mudança, o que tememos é perder os recursos de orçamento do Estado”, disse. “Se isso acontecer, teremos que vender projetos de pesquisa para gerar nossos recursos”, criticou Machado. “O governo tem que investir em pesquisa porque nosso trabalho é longo e sequenciado, não podemos perder a manutenção desses repasses”, disse o pesquisador do IAC, Maurílio Terra. (VBF/AAN)
Direção da Apta reconhece problema, mas nega “apagão”
O coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Orlando Melo de Castro, que já atuou como pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), reconheceu o “exôdo profissional” de pesquisadores e técnicos, oficiais e agentes de pesquisa por causa dos baixos salários oferecidos pelo governo do Estado. “É muito difícil a gente competir com a Embrapa. Se fosse por salário base, até que dava, mas existem outras remunerações que fazem com que o salário fique superior”, disse. Ele, inclusive, prevê uma nova debandada de servidores com o novo concurso aberto pela Empresa de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
No entanto, ao mesmo tempo que confirma o problema, ele nega a possibilidade de um “apagão científico”. “Não vai sair todo mundo, de um dia para outro (dos institutos). Nós temos os jovens pesquisadores”, disse. “Os projetos de pesquisa são crescentes, as atividades estão sendo mantidas. O que acontece é que, quando a pesquisa não gera mais interesse para o estado, ela deixa de ser trabalhada. E, diante disso, cada instituto tem que se plajenar e ajustar no que é de importância trabalhar”, completou, ao responder sobre a falta de profissionais para seguir com pesquisas iniciadas e paralisadas.
Castro contou que um dos problemas que podem ter contribuído para o déficit de profissionais é a falta de regularidade nos concursos públicos. O último grande concurso foi finalizado em 2006. No entanto, um ano depois, a Embrapa abriu um concurso e todos os profissionais recém-contratados pelo Estado deixaram as funções. “Atualmente, estamos com 805 pesquisadores em todo o estado e 2.488 profissionais de apoio à pesquisa. Por conta disso, estamos fazendo um levantamento para identificar vagas em aberto e novos cargos. Após toda essa pesquisa, vamos apresentar ao secretário e pedir concurso, cuja regularidade tem de ser no máximo de quatro em quatro anos”, afirmou.
Sobre a equiparação salarial, Castro afirmou que o pedido deverá ser encaminhado em breve ao governador José Serra (PSDB). (VBF/AAN)
http://cosmo.uol.com.br/blog/blog_post.php?post_id=15826&blog_id=14
16 de janeiro de 2010
Lembra da gripe?
OMS está sob suspeita de laços com laboratórios na gestão da gripe A
Valor Online
SÃO PAULO – A Organização Mundial da Saúde (OMS) está sob pressão crescente de governos e entidades na Europa, sob suspeita de colusão com a indústria farmacêutica no caso da gripe A (H1N1). Graças à venda maciça de vacinas para combater uma pandemia, os laboratórios podem obter até US$ 10 bilhões de lucros suplementares.
Enquanto a pandemia chega ao seu fim, sem os estragos previstos por especialistas, os governos acumulam medicamento e a ira aumenta sobre os gastos. França, Alemanha, Espanha, Holanda, Estados Unidos tentam revender seus excedentes ou romper os contratos feitos com os laboratórios farmacêuticos.
A situação chegou agora a tal ponto que o Conselho da Europa, que reúne 47 países do Velho Continente, abriu uma investigação excepcional sobre a influência que teria exercido a indústria farmacêutica sobre a OMS, que decretou a pandemia e a elevou ao nível mais elevado de grau de alerta, fazendo os governos se prepararem para o pior.
Na segunda-feira, o Conselho da Europa iniciará a investigação. Na quarta-feira, os laboratórios Sanofi Pasteur, Novartis, GlaxoSmithKline e Baxter serão interrogados no Senado francês. O Parlamento russo (Duma) também abriu uma investigação por “corrupção” e chegou a ameaçar se retirar da OMS.
As denúncias contra a OMS começaram a se propagar depois que um membro da comissão de saúde do Conselho da Europa, o médico e epidemiologista alemão Wolfgang Wodarg, não hesitou a fazer uma denúncia sobre “um dos maiores escândalos médicos do século”.
“Os laboratórios farmacêuticos organizaram essa psicose”. Ele questiona “laços incestuosos” entre a OMS e os laboratórios. Segundo ele, “um grupo de pessoas na OMS está associado de maneira muito estreita com essa indústria”.
Para Wodarg, tudo começou com a gripe aviária de 2005-06, quando a indústria farmacêutica se comprometeu a produzir rapidamente uma vacina em caso de alerta. “Isso deu lugar a negociações entre as firmas e os governos. De um lado, os laboratórios se comprometiam a estar prontos. De outro, os governos asseguravam que comprariam tudo. No final, os laboratórios não assumiam nenhum risco economico.”
De acordo com o jornal Tribune de Genève, um estudo do banco americano JP Morgan estima que a venda de vacinas A (H1N1) vai permitir a Glaxo, a Novartis e a Sanofi um lucro suplementar de US$ 7,5 bilhões a US$ 10 bilhões.
A diretoria da OMS promete uma avaliação sobre a maneira como administrou a pandemia. Os trabalhos começam na segunda-feira. Mas Keiji Fukuda, conselheiro especial da OMS, tratou de reagir.
“Não, não superavaliamos os riscos do perigo do vírus. Não, não mudamos de definição da pandemia unicamente para agradar aos laboratórios farmacêuticos. Não, não estamos sob influência. Nós dispomos de medidas internas para evitar conflitos de interesse,”
Outro problema é o vinculo entre a OMS e o ESWI, grupo de trabalho científico europeu sobre a gripe, que é financiado pelos mesmos laboratórios que são interrogados no Senado francês.
O próprio modo de financiamento da OMS, metade privado, metade público, está sendo questionado por suposta opacidade.
(Assis Moreira | Valor)
