18 de junho de 2010
9 de junho de 2010
Piada do dia
Do Painel da Folha (os destaques são meus)
Globo
Como o colunista não acompanha o jornalismo local da TV Globo no Rio, acredito que a afirmação seja fruto de falta de conhecimento ou de preconceito. A TV Globo do Rio cobre o governo Cabral da mesma forma que a Folha cobriu o governo Serra e outros. Assim como a Folha, a TV Globo é apartidária e busca a isenção em todas as suas coberturas.
ALI KAMEL, diretor da Central Globo de Jornalismo (Rio de Janeiro, RJ)
É pra rir?
7 de junho de 2010
Copa 2010
Quem não se lembra do bigodudo italiano Gentile a correr – feito uma sombra - atrás do nosso camisa 10, Zico? Bem, a maioria talvez não se lembre, porque isso se passou no longínquo ano de 1982, na Copa da Espanha. Pra mim, parece que foi na semana passada, tamanhas são as emoções que ainda guardo daquela partida.
Por Rodrigo Vianna, de Johanesburgo para o Vermelho
Aquela foi uma derrota tão marcante como a de 1950 no Maracanã. Depois de Sarriá, os brasileiros nunca mais ousaram jogar “pra frente”, com liberdade total para os craques. Desde então, o Brasil aprendeu que – pra ganhar – muitas vezes é preciso jogar “feio”. Mais ou menos como Lula fez com os juros do Banco Central no primeiro mandato!
Mas não precisamos exagerar (nem nos juros, nem no futebol). Na lamentável Copa de 1990, por exemplo, o Brasil jogou um futebol tão burocrático e previsível como a política de Meirelles no BC.
As conquistas de 94 e de 2002 mostram bem isso.
Depois de abandonar o “complexo de vira-lata” em 1958, o Brasil aprendeu - com a derrota de 1982 - a não apostar tudo no futebol “cordial” (a expressão “homem cordial”, cunhada por Sergio Buarque de Holanda, designa uma tendência brasileira à informalidade, ao predomínio do coração, a colocar as relações pessoais acima e à frente de considerações coletivas).
Pode ser uma boa lição. Desde que o “coletivo” não funcione como uma camisa de força, desde que se abra espaço para a criatividade surgir aqui e ali. Foi assim com a genialidade de Romário em 94, e com a categoria de Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo em 2002.
O Brasil aprendeu, com as lágrimas derramadas após a derrota de 1982, a mesclar o coletivo e o individual. Sinal de amadurecimento. Por mais que muitas vezes tenhamos saudades do futebol mais “solto” e “irresponsável” de outros tempos.
Mas o tema desse artigo não é o Brasil. Voltemos aos nossos adversários de 82...
A Itália, além do brutamontes Gentile, tinha a firmeza de Zoff no gol, e o oportunismo de Paolo Rossi na frente. Ele fez os três gols da vitória contra o Brasil. Nunca mais jogou tanto, como naquela Copa, em que a Itália seria campeã de forma surpreendente – depois de se classificar para a segunda fase jogando um futebol medíocre, com três empates e apenas dois gols marcado!
Não foi a primeira vez que o time que joga “feio” leva a taça.
Nas últimas décadas, os italianos ficaram com a fama de retranqueiros (justa, aliás); mas os especialistas em ganhar sem ter o time mais vistoso são os alemães.
Foi assim em 1954. A máquina do futebol mundial era a Hungria de Puskas. Meu avô sempre contava que os húngaros eram tão bons que, no começo dos anos 50, clubes paulistas importavam treinadores de futebol da Hungria – para ensinar técnica aos brasileiros (como bater na bola, como dominá-la, como chutar com efeito, usando o lado do pé).
Na primeira fase, a Hungria massacrou os alemães: 8 a 3! Quem viu os húngaros jogar (não é o meu caso) garante que era um futebol tão bonito quanto o brasileiro entre 1958 e 1982. Havia espaço para a criatividade dos craques, comandados por Puskas.
O time germânico não tinha nada disso. Mas tinha o esforço coletivo. E tinha a vontade sobre-humana de conquistar o título para mostrar ao Mundo que – após a barbárie na Segunda Guerra – o país era capaz de se organizar e vencer.
Húngaros e alemães foram pra final. E a eficiência germânica derrotou a genialidade de Puskas: 3 a 2.
Em 74, a história se repetiu. O esquadrão da moda era a Holanda de Cruyff. Na “laranja mecânica”, não havia posíções fixas. Os jogadores tinham liberdade para girar pelo campo, sem grandes amarras. Os holandeses eliminaram o Brasil, e foram à final contra a Alemanha, como favoritos.
Mas a Alemanha tinha o esforço coletivo. E tinha mais que isso: a
categoria de Beckenbauer, a segurança de Zepp Mayer no gol, e o oportunismo de Gerd Muller. Na final, Vogts grudou em Cruyff (como Gentile faria com Zico em 82). Vitória alemã, em casa, por 2 a 1.
Muito antes do Brasil, a Alemanha já tinha aprendido que talento e jogo coletivo podem entrar juntos em campo. E, normalmente, trazem vitórias.
Em 2010, será que essa será a tônica?
Quem joga mais “bonito”, mais “solto”? A Espanha, sem dúvida, seguida talvez pela Argentina de Messi.
Do lado da eficiência estão Brasil e (como sempre) Alemanha.
Será que a eficiência brasileira vai embotar e tolir o talento de nossos jogadores. Pelo que vi nos treinos por aqui, temo que sim.
Temo que a vitória possa vir de um time que fica no meio do caminho, como a Inglaterra: aposta no coletivo, mas abre espaço para o individual – com Rooney, Lampard e Gerrard (sem falar no ótimo zagueiro Terry).
Para vencer, a (favorita) Espanha terá que aprender a dura lição: é preciso dar espaço para a criatividade, sim, mas sem esquecer que no futebol um brutamontes como Gentile pode sempre barrar o talento de um Zico.
Para vencer, é preciso mais do que craques – como mostram os exemplos de 1954, 1974 e 1982.
6 de junho de 2010
1 de junho de 2010
La soledad y el miedo de la sociedad
Las personas que tienen más de veinte o treinta años tuvieron una infancia muy diferente de aquella que viven los niños de hoy.
Era muy usual a los padres dejar sus niños jugaren en las calles con sus vecinos e conocidos. Eso era posible porque las personas que allí vivían, cerca uno de los otros, se conocían, y muchas veces mantenían incluso lazos familiares.
La verdad es que las personas vivían casi toda la vida en un mismo lugar, con sus hijos, nietos y algunas familias de conocidos. Las cosas cambiaban lentamente y poco se sabia del mundo, pero mucho se sabia de sus vecinos y de su barrio. Tal realidad aún puede ser vista en muchos barrios de pequeñas ciudades, normalmente en los pueblos más tradicionales, que se esfuerzan para mantener las tradiciones y la cultura de sus abuelos.
Sin embargo, en las grandes metrópolis la vida es diferente, especialmente para los niños que viven en los grandes edificios, los condominios residenciales o cerrados. Allí no hay conocidos para jugar o hacer bromas, las calles son para los coches y sus padres tienen mucho miedo de lo que puede ocurrir fuera de casa.
Los niños casi no salen de casa y el contacto con el mundo es la televisión o la internet. Sus pocos amigos son hechos en la escuela, donde estudian otros niños que también no pueden salir a la calle. Esta nueva generación, especialmente los ricos, pasan la vida de un estacionamiento para otro, del shopping, del clube, del edificio o de la escuela de inglés, siempre en un coche, nunca caminando. El mundo real solo aparece en los vidrios de los coches cuando están detenidos en el faro.
Así, estos niños y jóvenes son cada vez más individualizados, hacen y piensan las cosas para si mismos, sin preocupaciones con las consecuencias o la reacción de otras personas, del mundo.
De jóvenes individualistas hacia adultos solitarios no imagino que sea un camino muy difícil. Si las personas tienen miedo, o no dan mucha importancia para lo que no conocen, como pueden crear buenas amistades? Como se puede conocer alguien interesante si tenemos miedo de salir de casa?
Creo que esa no sea la realidad de todos, pues los niños y jóvenes de familias más populares, que estudian en escuelas del gobierno, tienen un mejor conocimiento del mundo real, de las diferencias. Pero, en este caso, los problemas son otros, también muy preocupantes.
Imagino también que esa nueva realidad no sea necesariamente mejor o peor que la que conocemos cuando chicos. Las personas hoy tienen grand libertad para hacer lo que desean, estudiar lo que les gusta, escoger cuando y si quieren tener una familia, y las mujeres no dependen más de sus maridos. Tal vez la cuestión sea exactamente esa, o sea, las personas hoy tienen mucho más libertad, pero, no saben mucho bien como vivir con ella.
26 de maio de 2010
O acordo com o Irã e o desafio à tutela de Washington
Se Washington acredita que agora enfrenta complicações para obter a aprovação de sanções contra o Irã no Conselho de Segurança das ONU, essa não é nem a metade do problema. Muito mais importante do que isso é a sutil mudança nas relações internacionais introduzida pelos gestos de Brasil e Turquia.
Essas duas potências de médias proporções acabam de desafiar a tutela de Washington na definição da estratégia nuclear em relação ao Irã e seguiram uma iniciativa própria para persuadir o país a aceitar um acordo. Além de inteiramente independente, a iniciativa avançou mesmo diante dos alertas consideravelmente grosseiros feitos pelos americanos, que pediam aos países o abandono das tentativas de negociação - apesar de seus termos serem muito semelhantes aos da proposta feita ao Irã pelos EUA no ano passado. Para piorar, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, ousaram obter sucesso em suas negociações com o Irã, enquanto Washington previa publicamente seu fracasso certo (e tão esperado).
Será que os iranianos estão simplesmente envolvendo-se em outra trapaça, com o objetivo de ganhar tempo (manobra na qual são especialistas)? Ou será que ocorreu algo mais profundo? Em primeiro lugar, são importantes não apenas os termos do acordo, mas também seus mensageiros e o clima político no qual ele é celebrado.
Durante décadas, Washington relacionou-se com o Irã - quase sempre de maneira indireta - com truculência e beligerância consideráveis como trilha sonora das "negociações". Isso era considerado normal - nada mais do que a única superpotência mundial exigindo dos demais países que atendam aos seus interesses estratégicos.
Quando Lula e Erdogan foram a Teerã, o jogo foi completamente diferente. A mudança não estava no conteúdo, mas principalmente nos negociadores, no local da reunião e no clima. Desta vez, Teerã não sentiu como se estivesse fazendo concessões à pressão exercida por uma superpotência, e sim aceitando um pedido razoável feito por dois Estados considerados seus pares sem nenhum histórico de imperialismo no Irã.
Num certo sentido, o acordo estava quase destinado a dar certo. O que o Irã mais deseja é frustrar o domínio americano sobre a ordem internacional, e principalmente sua capacidade de ditar seus termos ao Oriente Médio. Se o Irã aceitasse fazer alguma concessão nas questões nucleares, não haveria melhor forma de fazê-lo do que aceitar a proposta de dois Estados bem sucedidos e respeitados. Caso Teerã recusasse a oferta, poderia devastar o próprio conceito de iniciativas independentes, alternativas e desvinculadas dos EUA na estratégia internacional. Para o Irã, uma resposta positiva a esta abordagem conjunta fazia todo o sentido.
O mesmo vale para China e Rússia. Após o sucesso obtido por Lula e Erdogan, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, proclamou imediatamente seu sucesso na consolidação do apoio de Pequim e Moscou a sanções mais rigorosas contra o Irã - uma resposta surpreendentemente insultante aos notáveis resultados das negociações promovidas por brasileiros e turcos. Afinal, estes países são extremamente importantes para os interesses regionais e globais dos EUA. Esnobá-los desta forma foi um imenso erro.
Mas será que realmente acreditamos que Hillary tenha conquistado o apoio de Rússia e China? Assim como a Teerã não faltaram incentivos para aceitar uma proposta feita por "iguais", Rússia e China também encontram motivos de sobra para aprovar esta iniciativa de Brasil e Turquia. É verdade que os termos do acordo não são sem importância, mas, para esses países, é muito mais relevante a lenta e inexorável decadência da capacidade americana de ditar os termos da política internacional e de satisfazer seus próprios objetivos. É exatamente essa a meta principal da estratégia russa e chinesa na política externa. No fim, esses países não permitirão que a abordagem de linha dura dos EUA prevaleça sobre a iniciativa brasileira e turca no Conselho de Segurança da ONU, mesmo que sejam necessários alguns ajustes do acordo obtido por Brasil e Turquia.
Polaridade. É claro que China e Rússia representam a polaridade alternativa na luta emergente para pôr fim à hegemonia americana. Mas é mais importante o fato de agora esses países testemunharem o afastamento do centro da política internacional em relação aos EUA.
Os dois países que desafiaram os desejos americanos não são meros agitadores do terceiro mundo tentando ganhar fama à custa dos EUA. Trata-se de dois grandes países considerados amigos próximos dos EUA. Isso torna sua afronta ainda mais cruel. Esses acontecimentos são profundos sinais dos tempos. O problema do poder unilateral está no fato de ele se tornar invariavelmente sujeito a tolices ocasionais na ausência de freios e contrapesos.
Os americanos acreditam em freios e contrapesos quando se trata de sua Constituição. Quando Washington entrou em sua quarta década de paralisia e incompetência no relacionamento com o Irã, ainda incapaz de nem sequer conversar com o país, essa abordagem exacerbou o problema, fortaleceu o Irã e as forças do radicalismo no Oriente Médio, polarizou as emoções e, pior, fracassou em todos os sentidos. Será que o mundo não deveria dar as boas-vindas aos gestos de dois países importantes, responsáveis, democráticos e racionais que decidiram intervir e estabelecer um contrapeso para décadas de tolice na política externa americana? É por isso que freios e contrapesos são importantes, e é por isso que o centro está se deslocando.
Talvez os "Estados renegados" - termo na moda em Washington para designar países recalcitrantes que não se submetem à linha ditada pelos EUA - possam responder melhor a novas abordagens livres das antigas técnicas imperialistas do intervencionismo e dos ultimatos. Enquanto isso, os EUA correm o risco de tornar-se seu próprio "Estado fracassado" em termos de ser capazes de exercer uma liderança internacional competente e eficaz após a queda da União Soviética. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL
22 de maio de 2010
20 de maio de 2010
O gol da fumaça !
Giuliano, no meio da fumaça, faz o gol do Inter, aos 43min do segundo tempo.
Como dizem os gaúchos, não está morto quem peleia
ps. esses caras do Sportv são muito ruins, melhor ouvir na Rádio Gaúcha

